Alerta: mulheres são sub-tratadas do colesterol alto! E isso provoca doenças cardiovasculares (DCV) e coronarianas

A doença cardiovascular é a causa mais freqüente de morbidade (doença) e mortalidade nos EUA, tanto em homens como em mulheres.

Infarto agudo do miocárdio: é a doença cardiovascular que mais se destaca. Caracteriza-se por falta de oxigenação do músculo cardíaco, também chamado de miocárdio, que constitui o coração propriamente dito, conforme o enxergamos em animais, por exemplo, o da galinha. A oxigenação é comprometida pela diminuição do aporte de sangue ao coração, decorrente de obstrução de vasos, que são as artérias coronárias, que levam sangue para irrigá-lo, provocando morte (necrose) de fibras musculares.

Dislipidemia: são as alterações indesejáveis das gorduras do sangue, principalmente do colesterol – são dos fatores mais importantes responsáveis pelo entupimento das coronárias.

O colesterol é constituído de 3 frações: HDL-c, LDL-c e VLDV-c.

  • HDL-c (HDL-colesterol, colesterol de alta densidade ou do inglês high density lypoprotein cholesterol), também chamado de “colesterol bom”, quando baixo é importante fator de risco para a DCV.
  • LDL-c (low density lypoprotein cholesterol ou colesterol de densidade baixa, também designado de “colesterol ruim”).
  • VLDL-c (very low density lypoprotein cholesterol ou colesterol de muita baixa densidade) são os responsáveis pela deposição e formação de placas de gordura nos vasos. Assim, para a saúde espera-se que o paciente apresente HDL-c alto e LDL-c e VLDL-c baixos, com razão HDL-c/LDL-c aumentada, o que significa menor risco de obstrução vascular.

Fatores genéticos, ou seja, herança familiar de DNA, associados a hábitos de ingestão rica em gordura, vida sedentária e tabagismo, desempenham papel determinante para elevar os valores do LDL-c, contribuindo para os efeitos maléficos à saúde.

tratamento de colesterol e doenças vascularesEstudos comprovam que outros fatores também podem alterar o HDL-c, o “colesterol bom”, tais como: o cigarro exerce efeitos negativos, reduzindo seus níveis e a atividade física regular, ao contrário, o elevam.

O álcool em pequenas quantidades diárias (1 cálice de 100ml de vinho tinto por dia, por exemplo) eleva o HDL-c e diminui o LDL-c, por conter fenóis que são antioxidantes. Mas cuidado, tem inúmeros outros efeitos ruins no organismo, dependendo da quantidade ingerida.

O curioso é que as pesquisas comprovam: os homens têm medidas mais freqüentes do colesterol, são tratados mais agressivamente e têm níveis mais baixos de LDL-colesterol ( “colesterol ruim”) do que as mulheres.

O tratamento do colesterol reduz os acidentes coronarianos – é isso que estou alertando: as mulheres não são adequadamente tratadas, porque elas mesmas não vêem importância no tratamento ou não procuram assistência médica, não dosam o colesterol, ou pelo custo do tratamento; talvez a responsabilidade seja de médicos, que seriam mais complacentes no tratamento, por saberem que mulheres têm menos cirurgias de revascularização cardíaca que os homens.

De qualquer maneira, atenção, porque esses dados vêm sendo aferidos em várias pesquisas com mulheres nos EUA. Em tempo, é bom lembrar que é freqüente a dislipidemia ser decorrente do mal funcionamento da tireóide.

Vamos nos cuidar, com dieta adequada (rica em grãos e vegetais, para dificultar a absorção da gordura no intestino), atividade física regular, tentar parar de fumar (de preferência com ajuda médica, que a chance de sucesso será maior) e, se necessário, tratando também com medicamentos o perfil inadequado do colesterol.

Apesar de sabermos que é muito mais difícil adquirir novos hábitos mais saudáveis que tomar uma pilulinha todos os dias, enfatizamos que: a mudança dos hábito de vida pode ser tão eficiente quanto os remédios para o controle do colesterol, sem os seus efeitos colaterais.

Muitos indivíduos vêem a doença muito distante de si mesmos. É como se somente o outro pudesse ficar doente e ter infarto. E somente após serem vítimas de um episódio cardiovascular é que se dão conta da importância da aquisição de novos hábitos.

De qualquer maneira, como diz o ditado, “antes tarde do que nunca”. Se não foi possível evitar, é melhor cuidar após ter ocorrido. A verdade é que a ciência atual enfatiza a necessidade da prática regular de atividade física e tem estudado reiteradamente os alimentos, objetivando a longevidade.

Por: Dra. Luciana Nobile
Ginecologista e obstetra
Autora de Sexualidade na maturidade


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